segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A Longa Estrada - Capítulo 1


São por volta das 6:45 da manha, por entre as montanhas que por sua vez estão cobertas pela forte neblina muito comum nessa região nessa época do ano surge na sua velha estrada de ferro um trem de velocidade e barulho razoável rumo a sua ultima parada e estação terminal, a Cidade de Maryland City.

Na poltrona de numero 35 do vagão 8, um jovem se encontra em seu mais profundo sono ou simplesmente pensando no que o aguarda em seu destino, sua barba por fazer e seu rosto abatido são provas de que faz tempo que esse rapaz não tem um bom descanso.

É dado o ultimo apito do trem, faltam menos de 1 km e esse som faz com algumas pessoas despertassem entre elas o nosso amigo da poltrona 35, Seu nome ? Thomas e seu sobrenome era algo no qual pra ela não importava mais, jovem com seus vinte e poucos anos bem vividos.

O trem para na estação, algumas pessoas acenam das janelas,uma grande formação de pessoas se formam na estação, Thomas se dirige ate a saída mais próxima de sua poltrona, apenas com uma mochila aparentemente vazia,ele respira fundo evitando que por alguns segundos os demais passageiros saíssem pela aquela porta, de cabeça baixa Thomas se dirige ate a plataforma, ele repara na arquitetura da estação algo bem antigo porem bem cuidado,afinal uma cidade como Maryland era composta por pessoas educadas e de velhos costumes.

O ar era bem mais puro do que os que ele havia respirado nos últimos tempos; uma menina de aproximadamente uns 8 anos aperta lhe a mão e de forma surpresa Thomas esboça um leve sorriso que de muito agrado retribuído pela criança.

No meio daquela multidão que lota a plataforma,entre os gritos e abraços saudosos,um rosto familiar é visto ao final das estação,uma surpresa que nem mesmo Thomas esperava.

Um Homem com seus 43 anos e cercado por alguns homens que ate então Thomas nunca havia visto antes se aproximam de forma serena e tranqüila como se aquelas outras pessoas e festas fossem apenas figurantes,no que realmente seria dentro dessa situção.

O homem que agora frente a frente se tornara mais claro é Paul d’angelo, pai de Thomas.

Agora sem sorrisos e na frieza de afeto que não existe Paul lhe oferece um abraço que logo é correspondido por Thomas; os demais homens com sorrisos falsos lhe dizem apenas “sinto muito”.

- pensei que não fosse chegar a tempo.

- bom dia pra você também Paul.

- faz tempo que não nos vemos,daria pra na frente das pessoas me chamar de pai,papai ou dad como fazia quando jovem ?.

- como o senhor quiser... Paul.

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