Com a pergunta de Mohara tanto ela quanto sammy olharam fixamente para Thomas, que por sua vez desvia seu olhar para um quadro situado atrás do balcão, era uma paisagem de montanha mas dificilmente se tratava de alguma das montanhas de Maryland .
Como que numa viagem no tempo e mais um gole de café
- com 12 anos eu já sabia que se ficasse em Maryland mais cedo ou mais tarde entraria em colisão com meu pai e possivelmente me tornaria alguém como ele, como que no ato de desespero e salvação minha mãe resolveu me mandar para o internato
Sammy: - não sabia que sua relação com seu pai chegava a esse ponto
Mohara: - por que não foi dito a ninguém ?
Thomas: - houve uma noite....
Os pensamentos de Thomas voltam a parecer um filme em preto e branco
- ele chegou bêbado e possivelmente sobre o efeito de alguma droga...do meu quarto foi possível ouvir os gritos de minha mãe ...foi então que com a força e desespero do desconhecido e desce ate a cozinha...minha mãe estava no chão aos prantos , descomposta e com o rosto devidamente inchado de pancadas...ao me ver ele não fraquejou e desferiu um forte chute na altura do estomago...quando o sangue de minha mãe escorreu pelo piso branco do qual ela se orgulhava de ter planejado e comprado do seu gosto... lembro de estar com uma faca empunho e só tendo o rosto do velho Paul na minha frente...o ódio em seu estado mais puro e bruto desferido num único golpe... mirando aquele rosto qe ate hoje não sai da minha mente...
Sammy começa a estalar seus dedos, mania essa que ele tinha desde a época das provas finais de Matemática.
...a centímetros de tocar e marcar o rosto dele para sempre...fui parado pelo grito e Mao direita da minha mãe... eu estava tremulo e aquele sangue que escorria pelo cabo não era do meu alvo...era o da minha mãe...ainda sem forças ela me tirou a faca...
Thomas começa a demonstrar temores nas mãos, logo seguradas por mohara.
-...bom depois daquela noite minha família não existia mais; com vergonha do escândalo, minha mãe resolveu que era melhor que todos soubesse de nada .


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